Umas das mais belas manifestações religiosas é a oração de São Francisco de Assis, e se assemelha a outra, o poema Bodhisatva Acarya Vattara de Shantideva, o trecho abaixo provém de mil estrofes.

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

 

Bodhisatva Acarya Vattara

Que eu me torne um protetor para os desamparados,

Um guia para os que andam pelas estradas

E, para os que querem atravessar as águas,

Que eu seja um barco, um navio ou uma ponte.

Que eu me torne uma ilha para os que buscam terra firme,

Uma tocha para os necessitados de luz,

Um lugar de repouso para os que assim almejam

E um servo para quem precisa ser servido.

Compartilhado do Rev. Jean Tetsuji