A surpreendente inferência de Nagarjuna é de que se tanto o samsara quanto o nirvana são vazios de existência própria, eles são, em última análise, um só. Na suas próprias palavras, não há a menor diferença entre os dois. Eles não são duas realidades separadas, mas um vasto campo de ascensões vazias vistas através do véu da ignorância ou a luz da sabedoria e assim liberto. Ainda podemos falar de um caminho do samsara ao nirvana, mas apenas como uma verdade provisória. A verdade definitiva é que o nirvana não é infinitamente distante, mas infinitamente próximo, alcançando nos graciosamente como se fosse ele na verdade o chão sobre o qual estamos de pé, se ao menos soubesse nos disso. Apenas as vendas do egoísmo escondem essa verdade de nós.
(O florescimento da fé, a tradição do budismo Terra Pura)
